Finanças Pessoais

Receita Federal revela por que sua restituição pode ser bloqueada sem aviso antes que você receba seu dinheiro de volta

Receita Federal revela por que sua restituição pode ser bloqueada sem aviso antes que você receba seu dinheiro de volta

A corrida para enviar a declaração a tempo é o principal foco dos brasileiros nesta última semana de maio, mas a pressa pode custar caro. Cometer um simples erro de digitação é o suficiente para travar a sua restituição do imposto de renda por meses, jogando o seu CPF direto na temida malha fina da Receita Federal. Para que o seu dinheiro não fique congelado nos cofres públicos, é fundamental lembrar que o cruzamento de dados do governo é automático e implacável, e qualquer divergência entre o que você digitou e o que as empresas informaram ao Fisco gera um bloqueio preventivo. Os contribuintes devem estar atentos para evitar os erros mais comuns que podem barrar a aprovação do documento, garantindo assim a restituição do imposto de renda de forma rápida e segura.

Uma das armadilhas mais comuns que podem travar a restituição do imposto de renda é esquecer de declarar o salário de um emprego antigo, uma rescisão ou um “bico” formal de poucos meses. Esse erro é o número um entre os contribuintes, pois o governo sabe exatamente quanto você ganhou porque as empresas enviam essas informações. Para evitar essa armadilha, basta baixar a declaração pré-preenchida no aplicativo ou cruzar os dados com todos os informes de rendimentos recebidos no ano. Se faltou algum, adicione imediatamente na aba “Rendimentos Tributáveis”. Outro erro comum é lançar recibos médicos, consultas ou terapias que não possuem Nota Fiscal ou cujo profissional não declarou o seu pagamento no sistema do governo. A Receita bloqueia a sua restituição na hora se o médico não confirmar que recebeu o seu dinheiro, portanto é importante só lançar despesas que tenham recibos válidos com o CPF ou CNPJ do profissional, carimbo e assinatura.

Declarar um dependente, como um filho, que já está na declaração de outra pessoa é outro erro comum, especialmente entre casais divorciados. O sistema não aceita o mesmo CPF em duas declarações diferentes para deduzir impostos, portanto é importante conversar com o ex-cônjuge e decidir quem fará a inclusão do dependente. Quem não ficar com a dedução deve remover o CPF da criança do seu sistema. Além disso, receber dinheiro de aluguel todos os meses e não informar à Receita, achando que o valor é baixo demais para ser tributado, também pode gerar problemas. Se a imobiliária declarou a transação ou se o inquilino declarou o pagamento, o governo vai cruzar os dados, portanto é importante reunir os contratos e os comprovantes de depósito e informar os valores na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de PF/Exterior”.

Por fim, tentar deduzir os valores pagos em previdência do tipo VGBL também pode ser um erro, pois pela lei, apenas o modelo PGBL permite abater até determinado valor. É fundamental estar atento a essas questões para evitar que a restituição do imposto de renda seja travada. Com essas informações, os contribuintes podem se preparar para evitar os principais erros que podem barrar a aprovação do documento e garantir a restituição do imposto de renda de forma rápida e segura. Com um pouco de atenção e precaução, é possível evitar a malha fina da Receita Federal e receber o dinheiro de volta em vez de tê-lo congelado nos cofres públicos.

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