Banco Central começa a recolher notas antigas, R$ 2 a R$ 100, pela conta do Pix
O Banco Central iniciou um processo de recolhimento gradual das notas da chamada Primeira Família do Real, que engloba cédulas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100. Essa medida visa atualizar o meio circulante e é intensificada pelo avanço expressivo do Pix no Brasil, que diminuiu a circulação do dinheiro físico. A autoridade monetária explica que o recolhimento se dá principalmente pelo desgaste natural das cédulas após décadas em circulação.
As cédulas em processo de recolhimento incluem a nota comemorativa de R$ 10 lançada em referência aos 500 anos do Descobrimento do Brasil. Embora o dinheiro em papel não deixe de existir, as notas emitidas a partir de 1994 estão sendo gradualmente retiradas para otimizar o sistema financeiro nacional e reduzir custos de manutenção. O Banco Central reforça que todas essas notas, mesmo as antigas, continuam sendo válidas e podem ser utilizadas normalmente pela população.
A troca e o envio para o Banco Central ficam a cargo das instituições financeiras. Para identificar as cédulas da Primeira Família do Real, é possível verificar elementos de segurança como marca-d’água, imagem latente, impressão em alto-relevo, faixa holográfica – presente na nota de R$ 20 – e registro coincidente. O design distinto também é um fator de reconhecimento. Esse recolhimento gradual visa melhorar a eficiência do sistema financeiro e acompanha a crescente digitalização dos pagamentos no país.
O processo de recolhimento não interfere na validade das notas antigas, que podem seguir sendo usadas. A retirada gradual dessas cédulas do circulação é um movimento que acompanha a mudança nos hábitos de pagamento da população, cada vez mais digital. A atualização do meio circulante é uma ação contínua que visa manter a eficiência e segurança do sistema financeiro nacional.
